A Fábula do 22 — Entre o Mito e o Grande Irmão
As histórias têm o curioso poder de se transformar dependendo de quem as conta. Afinal, basta mudar o narrador que o herói ganha chifres, o vilão descobre um trauma de infância e um deles subitamente assume a cadeira presidencial. No Brasil, onde política e ficção dividem o mesmo roteiro, ambos trocam de papel como quem troca de figurino. E o vilão, coitado, já não precisa nem morrer no último ato. Passou por um rebranding cultural, ganhou contexto, justificativas, estética, dinheiro, poder e uma legião de admiradores.



















































